Toda escola precisa de um nome
— e todo nome, de uma boa história.
Quando comecei a dar aulas, em 2019, abri um MEI para fazer tudo do jeito certo — a papelada que transforma um sonho em ofício. Mas, nos dois primeiros anos, faltava algo que documento nenhum dá: uma identidade. Um nome para o meu jeito de ensinar, para a estrutura que fui construindo aula após aula, para os conhecimentos em psicologia da aprendizagem que sustentam cada encontro — e para o estilo que eu sentia, lá no fundo, que já era uma escola.
Faltava um nome que provocasse curiosidade — afinal, é justamente isso que me move: despertar em cada aluno a vontade de descobrir o mundo, mesmo sem sair da própria cidade.
« Pardon my French » — o primeiro nome.
A expressão nasceu na Inglaterra: quando alguém ia soltar uma palavra em francês — qualquer uma, gentil ou não —, pedia licença com um « pardon my French ». Mas Inglaterra e França passaram séculos em rixa — guerras, disputas, um desdém mútuo. Aos poucos, na boca dos ingleses, tudo o que era "francês" virou sinônimo do que era impróprio — e o « pardon my French » deixou de anteceder qualquer palavra estrangeira para anteceder só as palavras feias, atravessadas, malvistas.
Mas por que, então, dar à escola um nome que já carregou esse peso? Muitas vezes, o medo de falar outro idioma vem da não-aceitação — de pessoas preconceituosas com estrangeiros (que, no geral, só sabem falar a própria língua materna, não é mesmo?). O « pardon my French » responde a isso com ironia: um « perdão » pedido de cabeça erguida — mais provocação do que desculpa.
Só faltava o nosso molho. Por mais conhecida que a expressão fosse, ainda não tinha o tempero brasileiro. E foi aí que, em 2026, veio o mesmo nome — agora com borogodó:
Perdoa o meu Francês
dos mesmos criadores de « Desculpa qualquer coisa » — de Minas para o Brasil inteiro.
Um « perdoa » que já vem com um prelúdio: perdoa… mas eu vou falar de qualquer forma.
Por que o selo é como ele é
Nada no selo é decoração por decoração — cada detalhe carrega um pedaço da história.
Um pedacinho do Cruzeiro do Sul
As estrelas do selo não estão soltas — formam o Cruzeiro do Sul, a constelação que está na bandeira do Brasil (o céu do Rio de Janeiro em 1889) e que guia quem navega pelo hemisfério sul: viagem, rumo, destino. É um aceno ao Brasil que nenhum selo francês teria — sem precisar de bandeirinha nenhuma.
Um rosto para a jornada
A mesma ilustração — coque, óculos, traço fino — aparece em quatro expressões: neutra (foco), pensativa (dúvida, revisão), alegre (acertou!) e curiosa (descoberta). Criadas ainda na época do Pardon my French, em 2023, pela designer gráfica Marcela Bottrel. Ela acompanha o material como quem também está aprendendo junto — porque aprender francês é isso: uma sequência de pequenas reações, não um estado só.
Os quatro rostos da marca




Nossos selos — para carimbar e lacrar







